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Arquivo de setembro, 2011

Cortejo para encerrar o Festival Palco Giratório 2011

30, setembro, 2011

Homens com asas de anjo, mulheres diáfanas com leques gigantes, engolidores de fogo, músicos, skatistas e praticantes de parkour em manobras radicais dobram a esquina e o tempo ao som contagiante de um maracatu. Como uma procissão ou desfile carnavalesco que toma de assalto ruas e avenidas, este é o Cortejo Abre-Alas, propondo relações com o entorno cotidiano e com o outro, o estranho, o inusitado. Vocês estão convidados para acompanhar, participar e brincar com o Cortejo que vai encerrar hoje o Festival Palco Giratório 2011.

Foto: Pedro Silveira/divulgação

O Cortejo sai dia 30/09 da Praça XV, passa pela Rua Felipe Schmidt, desce na Esquina Democrática (esquina com a Deodoro), passa em frente ao Mercado Público e segue para o Largo da Alfândega. Neste espaço, algumas encenações com elementos da ilha serão realizadas, encerrando o cortejo. Você pode ler mais aqui sobre esse projeto. E pra assistir uma palhinha, esse vídeo foi produzido do Cortejo em parceria com o SESC Bauru. Lembrando que cada cidade é sempre uma experiência e resultado novos!

Como surgiu

O Cortejo Abre-Alas é um projeto do LUME Teatro que vem excursionando pelo Brasil desde 2009. Resultado de uma oficina que dura uma semana, o Cortejo reúne artistas e pessoas advindas de diversas áreas, que desenvolvem cenas e figuras – muitas vezes, a partir da realidade cultural da cidade no qual está sendo preparado – para as várias alas que o compõem. Ao final da oficina, o cortejo toma as ruas em forma de intervenção artística, interferindo no tráfego de carros e de gente.

Data do Cortejo: 30/09
Horário: saída às 16h
Público-alvo:
artistas, incluindo atores, bailarinos, músicos, artistas circenses, praticantes de parkour, etc.
Percurso do Cortejo: Praça XV, Rua Felipe Schmidt, Esquina Democrática (esquina com a Deodoro), Mercado Público e Largo da Alfândega
Obs.: os que souberem andar de perna de pau, monociclo, patins ou skate, podem levar esses aparelhos, assim como quem toca algum instrumento.

Palhinha: Cabanagem

29, setembro, 2011

Hoje é dia de dança contemporânea no Festival Palco Giratório. A Cabanagem - revolta popular em que negros, índios e mestiços insurgiram contra a elite política regencial – é retratada nesse espetáculo do grupo Corpo de Dança do Amazonas (Manaus/AM). Deixamos você com uma breve palhinha.


Lembre-se de que os ingressos começam a ser distribuídos gratuitamente no local uma hora antes do espetáculo.

Data: 29 de setembro
Horário: 17h
Gênero:
dança
Local:
Praça Fernando Machado, centro
Classificação etária: Livre
Duração: 50 minutos

Agenda do dia + Palhinha: Para Teresa

28, setembro, 2011

Hoje quem sobe ao palco é a peça A Saudade é como líquido que transborda, ou Para Teresa, que fez parte da Mostra universitária UDESC. A sinopse você confere aqui, mas se quiser assistir a uma palhinha, é só clicar no play.

Os ingressos são distribuídos gratuitamente uma hora antes da apresentação, já no local. Bom espetáculo!

Data: 28/09
Horário: 18h
Local: Teatro Sesc Prainha
Classificação: 14 anos

Como o corpo sente saudades?

27, setembro, 2011

Amanhã, dia 28 de setembro, mais uma peça da Mostra universitária Udesc se apresenta no Festival Palco Giratório. A produção A saudade é como líquido que transborda, ou, para Teresa tem como ponto de partida a pergunta: “como meu corpo sente saudades?”. As respostas enunciadas no programa se articulam na dança. O trabalho corpóreo remete à noção de que o físico, como algo orgânico e em constante movimento, transpira e transborda as emoções de forma líquida.

5. meu corpo saudoso chora. muito facilmente. não só em lágrimas, mas em vários formatos de soluço que reivindicam a presença de algo que não está mais ali. meu corpo saudoso busca nas entranhas os pedaços que, de alguma maneira, confortam. encolhendo, esticando, transpirando. dor intensa que em alguns dias é só um pequeno incômodo.

4. não sei o que fazer com as mãos e ficar em pé é difícil, os braços ficam muito vazios e  não consigo abrir a boca, os pés parecem frios como se os dedos fossem enrijecer;

3. como se pudesse acreditar que a não ação congelaria um último segundo antes da partida,  frustração de uma corrida sem linha de chegada, reanimar a partir do inanimado, construir;

2. saudade: palavra latina intraduzível que se refere à recordação nostálgica relativa à falta de alguém ou algo;

1. corpo: porção de matéria por onde atravessam forças das mais variadas; como o [meu] corpo sente saudades?

Data: 28/09
Horário: 18h
Local: Teatro Sesc Prainha
Classificação: 14 anos

Ficha técnica
Direção: Anderson Luiz do Carmo
Coreografia e elenco: Anderson Luiz do Carmo, Junior Soares e Oto Henrique
Direção de arte: Ana Clara Joly e Paulo Henrique Wolf
Música: Maria Carolina Vieira
Iluminação: Camila Mayer Petersen

A imobilidade perante à vida

26, setembro, 2011

Essa é a última semana do Festival Palco Giratório 2011, mas ainda tem muita coisa pra aproveitar. Amanhã é dia de comédia com a peça Dentrofora, do grupo In.co.mo.do.te, de Porto Alegre – RS.

O espetáculo Dentrofora é uma metáfora sobre o ser humano contemporâneo. Conta o momento de duas personagens, chamadas apenas Homem e Mulher, que se encontram presos dentro de duas caixas. A peça explicita a imobilidade do ser humano perante à vida.

 Aqui vai uma breve palhinha pra você.

Data: 27/09
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Prainha
Classificação: 14 anos
Gênero: comédia
Duração: 45 min.

Ficha técnica do espetáculo:
Direção: Carlos Ramiro Fensterseifer
Elenco: Nelson Diniz e Liane Venturella
Cenário: Élcio Rossini
Figurino, maquiagem e design gráfico: Rodrigo Nahas
Trilha Sonora Original: Alvaro RosaCosta
Iluminação: Cláudia De Bem

Agenda do fim de semana: Florianópolis

23, setembro, 2011

Senhoras e senhores, este é o último final de semana do Festival Palco Giratório 2011 em Florianópolis. Por isso, não perca tempo. Anote na agenda, convide os amigos, chegue uma hora antes para garantir seus ingressos e bom espetáculo!

SÁBADO – 24/09

Bilú & Corisco (Armatrux – Belo Horizonte/MG)

Horário: 11h
Local: Rua Felipe Schmidt, Esquina Democrática
Classificação: Livre

Para a irreverente cena, surge na lona o palhaço Bilú como adestrador de um inusitado animal: seu amigo e parceiro, o elefante “Corisco“! Bilu é o mais desajeito domador de bichos, socorrido a tempo pelas artimanhas de seu talentoso e “grande” astro de estimação. “Corisco”, apesar de nem sempre obediente, diverte a todos com suas proezas, dentre as quais, jogar futebol e encantar pela precisão dos passos de dança realizados. Em um espetáculo surpreendente e engraçado, Bilu conduz os espectadores a se entregarem à ousadia do riso proporcionando-lhes momentos únicos de descontração e alegria.

DOMINGO – 25/09

No Pirex (Armatrux – Belo Horizonte/MG)
Horário: 20h
Local: Teatro Álvaro de Carvalho
Classificação: 12 anos

Boquélia (A dona da casa), Bencrófilo (O garçom jovem), Bonita (A cozinheira), Ubaldo ( O garçom velho), e Alcebíades (O velho) são os cinco personagens que, em volta de uma mesa, dão vida a essa história que mais parece um pesadelo cômico. Ou um jantar surrealista? Uma festa macabra? Uma versão gótica do Mad Tea Party do País das Maravilhas? Tudo isso ou nada disso: a piração do No Pirex é aberta a múltiplas leituras do público.

O espetáculo No Pirex é resultado de uma criação coletiva, que se iniciou no grupo de estudos Sociedade do Riso ― projeto de pesquisa do Armatrux sobre a comicidade em suas mais diversas manifestações. “A partir do nada chegamos a uma pequena monstruosidade”, conta o diretor. Elementos do clown, do teatro físico, da comédia muda e uma surpreendente forma de manipulação de objetos cotidianos dispensam as falas e demonstram a maturidade do Grupo nas mais diversas técnicas teatrais e circenses.

Lembrando que os ingressos são distribuídos gratuitamente uma hora antes dos espetáculos.

A perda e a morte dançadas

23, setembro, 2011

A dança toma seu lugar novamente no Festival. O espetáculo Leve (Coletivo Lugar Comum – Recife/PE) transporta para a cena as sensações, os sentimentos e os questionamentos do ser humano diante da morte. O trabalho foi criado sob a perspectiva de quem viveu a perda, a partir das vivências das criadoras-bailarinas Maria Agrelli e Renata Muniz. A concepção do espetáculo surgiu das reflexões das duas artistas, que lidavam de forma diferente, e até mesmo divergente, sobre a perda de pessoas próximas.

As variadas perspectivas de encarar a morte serviram de suporte para a criação de Leve, abarcando a complexidade e intensidade do tema proposto.  As sensações de impotência, saudade, dor, raiva, desespero, vazio, alívio se mesclam na cena do espetáculo, desvelados pelo corpo das bailarinas e pelo ambiente criado para este trabalho. Um espetáculo-instalação de dança que une coreografia e improvisação, propondo a imersão do público em uma atmosfera mística, intimista e lúdica.

Aqui você assiste a um vídeo produzido por Marcio de Andrade, sobre o espetáculo:

Data: 23/09
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Prainha
Gênero: dança
Classificação: livre

Ficha técnica:
Concepção, criação e coreografia: Maria Agrelli e Renata Muniz
Bailarinas-criadoras: Maria Agrelli e Renata Muniz
Assistente de coreografia: Liana Gesteira
Pesquisa teórica e diário de criação: Renata Pimentel
Consultoria artística: Valéria Vicente e Maria Clara Camarotti
Preparação corporal: Liana Gesteira e Luiz Roberto Silva
Preparação vocal: Conrado Falbo
Trilha sonora original: Isaar

Receita de um suave manifesto

22, setembro, 2011

Um grupo de padeiros/artistas, enquanto fazem pão, e ensinam a receita para o público, conversam sobre o Evangelho de São Mateus e, de forma descontraída, engraçada e sincera, buscam compreender o significado da expressão “ama a teu próximo como a ti mesmo”, à luz de filósofos e poetas, como Nietzsche, Pasolini, Dostoiévski, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. A peça O Evangelho Segundo São Matheus é do grupo Delírio de Teatro, do Paraná.

Paralelamente à ação de fazer o pão, um menino e sua mão interpretam o 8º. Poema do Guardador de Rebanhos, de Fernando Pessoa, que conta de um tal Menino Jesus que fugiu do céu e fez-se novamente menino e livre. Um espetáculo que reúne humanismo e celebra o amor e a liberdade. Com a feitura do pão, um suave manifesto contra os preconceitos, as guerras, a violência e o desamor.

Segue uma palhinha:

Data: 22/09
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Prainha
Duração: 01h15m
Classificação: livre

Ficha técnica:
Texto e direção: Edson Bueno
Elenco: Regina Bastos; Luiz Carlos Pazello; Marcelo Rodrigues; Janja; Diego Marchioro
Iluminação: Beto Bruel
Cenário: Gelson Amaral
Figurinos: Áldice Amaral
Sonoplastia: Marco Novack
Direção de Produção: Tânia Araujo e Diego Marchioro
Assistência de Cenário: Diego Marchioro
Secretária: Cindy Napoli
Fotos: Sérgio Vieira

Parceria do teatro catarinense gira o país

21, setembro, 2011

O Palco gira pelo país com 16 peças nacionais, além dos espetáculos locais. Nesse ano, uma peça catarinense foi selecionada pela curadoria nacional do SESC pra fazer parte dessa mostra nacional. É a peça “A Galinha Degolada”, uma parceria dos grupos Persona e Teatro em Trâmite, de Florianópolis/SC, que se apresenta hoje, às 20h.

A galinha degolada conta a história do casal Mazzini-Ferraz e seus quatro filhos “idiotas”. Portadores de uma doença mental incurável, os meninos sofrem todas as consequências da falta de amor entre os pais. Passado certo tempo, nasce uma menina, que não tem a mesma doença, mas que acaba revelando-se o verdadeiro sentido da falta de cuidado e amor do casal.

Parceria de experências

Os grupos Persona Companhia de Teatro e Teatro em Trâmite fizeram essa parceria, fruto do trabalho árduo de quase dez anos nos quais cada um trabalhou individualmente. Reconhecidos dentro e fora do estado de Santa Catarina, esse trabalho tem sido prova real de uma força estética que tem se firmado no compromisso com a poesia, a musicalidade e a interface com a cena.

A galinha degolada é o trabalho que marca o início da parceria dos grupos. Ambos possuem carreiras distintas, com espetáculos e pesquisas de estéticas particulares. O espetáculo fez convergir seus interesses para um lugar comum, o das trocas de experiências artísticas e intelectuais.

Data: 21/09
Local
: Teatro da Ubro
Horário
: 20h
Classificação
: 14 anos
Gênero: drama
Duração
: 45min

Ficha técnica:
Texto: Horacio Quiroga
Tradução e adaptação: Gláucia Grigolo e Jefferson Bittencourt
Direção: Jefferson Bittencourt
Fotografia: Cristiano Prim

Literatura de cordel com muito humor

20, setembro, 2011

O Grupo Imbuaça, de Sergipe, alegra Florianópolis mais uma vez na quarta-feira, 21/09. Três textos da literatura de Cordel são intercalados por danças e músicas folclóricas. Em clima de muito humor, o espetáculo apresenta o universo fantástico da literatura popular. A cena é invadida por personagens do cotidiano que discutem questões universais.

O espetáculo Teatro Chamado Cordel é formado pela adaptação dos cordéis O matuto com o balaio de maxixi, de José Pacheco; A moça que bateu e virou cachorra, de Rodolfo Coelho Cavalcante; e O malandro e a graxeira no chumbrego da orgia, de vários autores. A direção é de Lindolfo Amaral.

Data: 21/09
Horário: 16h
Local: atenção! O local mudou para Largo da Alfândega
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

Ficha técnica:
Texto: Literatura de Cordel, adaptados por Antonio do Amaral, Benvindo Sequeira e João Augusto
Trilha sonora: músicas folclóricas  (domínio popular)