Arquivo

Arquivo de agosto, 2011

Quando a praça vira circo

31, agosto, 2011

Descontraído, dinâmico e cheio de variedades e atrações, os três palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi disputam os aplausos do público, aceitando os próprios equívocos como fonte de inspiração e improvisação. O grupo Namakaca faz graça com todo mundo no espetáculo infanto-juvenil É Nóis na Xita.


Usando a linguagem e técnicas circenses como malabarismo, monociclo, acrobacias, equilibrismo e palhaçadas, o espetáculo é também musical, brincando com instrumentos como o cavaquinho, o pandeiro e diferentes efeitos percussivos. Com uma montagem rápida e versátil, o espetáculo É Nóis na Xita transforma a praça em um verdadeiro circo.

Que tal vir das umas risadas com a gente? Confira uma palhinha e anote na agenda.

Classificação etária: livre
Gênero: Circo, Teatro de Rua
Duração: 45 minutos

Joinville:
Data: 02 de setembro
Horário: 12h30
Local: Estacionamento SESC (em caso de chuva pátio do SESC Escola)

Jaraguá do Sul:
Data
: 03 e 04 de setembro
Horário: 11h (dia 3) e 15h (dia 04)
Local: Praça Angelo Piazera (Antiga Prefeitura)

Florianópolis:
Data
06 de setembro
Horário: 
16h
Local: 
Largo da Alfândega

Ficha técnica
Direção: Alexandre Roit
Atuação, percussão, cavaquinho e vocal: André “Montanha” Carvalho
Atuação, percussão, cavaquinho e vocal: Cafi Otta
Atuação, percussão, cavaquinho e vocal: César “Cara de Pau” Lopes
Contra-regra: Fernando Nicolini
Figurinos e cenário: Grupo Namakaca

Frankenstein entra no mundo dos bonecos

30, agosto, 2011

 Em seu laboratório, Victor Frankenstein está muito ocupado costurando uma imensa criatura e, para que todos saibam de sua proeza, Victor anota tudo em seu diário, deixando para a eternidade o relato de sua aventura.

Depois de atingida por um raio, a criatura finalmente ganha vida, mas é abandonada por Victor que, com medo de sua própria criação, foge para longe, deixando de lado seu experimento. Sozinha, a criatura passa a andar pelas redondezas do castelo o que causa um grande susto nas pessoas que cruzam com essa aberração em seu caminho.

Não aceito e agredido pela população, a criatura realmente torna-se um monstro. E pode atacar a qualquer momento!

O espetáculo é da Cia. Polichinelo (SP). Suas montagens são o resultado do estudo e do exercício constante na manipulação dos bonecos e na elaboração de uma dramaturgia que atenda às necessidades desta técnica tão remota de se contar histórias. Todo esse trabalho deve-se à crença de que os títeres podem tocar cada um de nós num outro espaço – o do encantamento. Traga as crianças e entre nesse mundo de fantasia!

Classificação etária: 6 anos
Gênero: 
Teatro de Bonecos
Duração:
50 minutos

Florianópolis:
Data: 04 de setembro
Horário: 16h
Local: Teatro SESC Prainha

Jaraguá do Sul:
Data
: 06 de setembro
Horário: 20h
Local: Teatro SESC

Joinville:
Data: 11 de setembro
Horário: 20h
Local: Teatro SESC Joinville

Ficha técnica

Conto original: Mary Shelley
Adaptação/Texto: Márcio Pontes
Equipe de Criação: Carolina Jorge, Jota R, Cassiano Ramos, Márcio Pontes, Ricardo Dimas e Yuri Valério
Figurino: Márcio Pontes
Figurino/Execução: Elizabetn Ferreira
Bonecos/Cenário: Márcio Pontes
Músicas: Luciano Pedro Antônio
Sonoplastia e Iluminação: Yuri Valério
Elenco: Betto Marx, Márcio Pontes, Ricardo Dimas e Carolina Jorge
Direção: Márcio Pontes
Ass Direção: Yuri Valério
Produção: Cia Polichinelo de teatro de Bonecos.

Quatro histórias por de trás dos véus

29, agosto, 2011

Quatro faces da guerra, quatro personagens em busca de dignidade e de humanidade confiscadas por décadas de violência, quatro retratos de um Afeganistão visto de dentro das casas, por trás das cortinas e dos véus. A peça Kabul, do Grupo Amok Teatro (RJ), aproxima e quer ir além dos noticiários para mostrar as faces escondidas.

Quem poderia ser a mulher por debaixo daquela burca? Qual o seu rosto? Qual a sua história? Levantar o véu…  Kabul poderia ser a história desta mulher.

O espetáculo é uma criação que partiu de duas fontes: um livro, As Andorinhas de Cabul, do escritor argelino Yasmina Khadra e uma imagem real: uma mulher, coberta com uma burca azul, sendo executada publicamente no estádio de Cabul, em novembro de 1999.

O espetáculo estreou em 2009 e recebeu o prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) na categoria especial para a música, executada ao vivo com instrumentos persas e afegãos.

Se você quiser ler as críticas da peça, pode acessar na página do grupo aqui. Lembre-se de que os ingressos serão distribuídos uma hora antes da apresentação.

“Sempre teremos nossos sonhos para reinventarmos o mundo que nos foi confiscado.” Kabul, Grupo Amok Teatro.

Classificação etária: 12 anos
Duração: 1h15

Florianópolis
Data: 03 de setembro
Horário: 20h
Local: Teatro SESC Prainha

Joinville
Data: 06 de setembro
Horário: 20h
Local: Teatro Juarez Machado

Ficha técnica
Texto/concepção: Ana Teixeira e Stephane Brodt
Trilha sonora: Beto Lemos
Elenco: Stephane Brodt, Fabianna de Mello e Souza, Kely Brito e Bruce Araujo
Técnicos: Rodrigo Maciel (Operador de Luz)
Direção: Ana Teixeirae Stephane Brodt
Fotografia: Andréa Teixeira
Produção: Erick Ferraz

Oficinas: Jaraguá do Sul

26, agosto, 2011

As Aldeias também recebem atividades complementares, como Joinville. Mas se você está em Jaraguá do Sul, confira as oficinas que o Festival Palco Giratório traz para a cidade e reserve seu lugar.

A percepção do gesto no teatro de animação – a prática da Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos (Araraquara/SP)

Esta oficina se propõe a expor o processo de trabalho da Cia Polichinelo, através de exercícios que possibilitem uma maior consciência corporal do ator quando da manipulação dos títeres. Através de jogos e exercícios físicos, o ator é levado a criar situações com títeres simples que servirão para estudo posterior.

Data: 08/09
Horário: 13h30 – 18h e 18h30-22h
Local: Teatro SESC

Improvisação com Máscaras Balinesas – Amok Teatro/Rio de Janeiro/ RJ
A oficina de Improvisação com Máscaras Balinesas visa levar o ator ao “estado de improvisação” tendo como suporte o recurso da máscara tradicional. A oficina procura levar o aluno a compreender os princípios do teatro bruto através da experiência prática e da observação.

Data: 10/09
Horário: 13h30 – 18h e 18h30-22h
Local: Teatro SESC

As inscrições para as oficinas podem ser feitas com antecedência pelo e-mail teatrosescjaraguadosul@sesc-sc.com.br ou no início de cada oficina de acordo com o limite de vagas.

Aceita uma xícara de chá preto?

25, agosto, 2011

Além das peças de renome nacional, o Festival Palco Giratório abre espaço para a produção local também. Como a peça Beatriz, resultado de um trabalho de Prática de Direção Teatral, da Universidade do Estado de Santa Catarina. Uma nova peça promovida pelos alunos da UDESC é o espetáculo Chá Preto, em cartaz dia 14 de setembro.

Chá preto narra a visita de uma prima às irmãs Verônica e Isadora 7 dias após a morte de uma tia. A ação se passa na casa das irmãs, localizada em uma cidade de interior, onde oferecem um chá. A chegada da visita traz com ela antigos conflitos da convivência das três personagens. A peça é livremente inspirada nos Manuais de Civilidade e Etiqueta da década de 50 e em textos jornalísticos de Clarice Lispector.

Data:  14/09
Horário: 18h
Local:
Teatro SESC Prainha
Classificação etária:
 12 anos

Ficha técnica 
Direção: Juliana Riechel
Elenco: Carolina Janning, Gabriela Leite, Mirella Granucci.
Direção de arte: Carolina Janning, Gabriela Leite e Juliana Riechel
Dramaturgia: Liza Brito
Iluminação: Ivo Godois
Maquiagem: Luanda Wilk
Sonoplastia: Júlio Miotto


Corpos que fazem o palco girar

24, agosto, 2011

O Palco também gira sob os pés dos bailarinos. O grupo Corpo de Dança do Amazonas (Manaus/AM), através da sua dança contemporânea, retrata a Cabanagem – revolta popular em que negros, índios e mestiços insurgiram contra a elite política regencial. Diversas batalhas fizeram com que o movimento ficasse marcado pela violência na história brasileira.

A pesquisa para o espetáculo partiu da literatura de Márcio Souza e Marilene Corrêa, onde o coreógrafo iniciou o seu trabalho mergulhando no universo Cabano. A obra não é narrativa. O espetáculo apropria-se da essência da Cabanagem e utiliza a linguagem de Mário Nascimento para traduzir o espírito de resistência, de luta, de revolta e de preservação das culturas de determinado local.

Lembre-se de que os ingressos começam a ser distribuídos gratuitamente no local uma hora antes do espetáculo.

Data: 29 de setembro
Horário: 17h
Gênero:
dança
Local:
Praça Fernando Machado, centro
Classificação etária: Livre
Duração: 50 minutos

Ficha técnica
Direção Artística do Corpo de Dança do Amazonas:
Monique Andrade / Getúlio Lima
Concepção e Coreografia: Mário Nascimento
Produção Musical: DJ Marcos Tubarão
Iluminação: Mário Nascimento
Iluminação (execução): Monique Andrade
Figurino: Mário Nascimento e Corpo de Dança do Amazonas
Produção: Carla Lee
Fotografia: Ruth Jucá
Pesquisa: “Uma breve História do Amazonas” de Márcio Souza
“O Paiz das Amazonas” de Marilene Correa

Tecendo a solidão

23, agosto, 2011

O teatro de animação também está presente no Festival. O grupo portoalegrense Caixa do Elefante tem 20 anos de estrada e é uma das companhias de teatro de bonecos mais atuantes e de maior destaque no panorama artístico nacional. Eles trazem o espetáculo A Tecelã.

Uma tecelã, capaz de converter em realidade tudo o que tece com seus fios, busca preencher o vazio de seus dias criando, para si, o suposto companheiro ideal. O espetáculo trata, de forma poética, da solidão feminina, das dificuldades de relacionamento e do poder criativo como possibilidade de transformação.

Através da mescla de diferentes  linguagens, a dramaturgia visual é conduzida por uma trilha musical envolvente, a qual induz o espectador a experimentar um clima onírico.

Quer conferir uma palhinha do que vem por aí? Assista aqui:

Os ingressos começam a ser distribuídos gratuitamente uma hora antes do espetáculo.

Data:  28/09
Horário: 20h
Local:
Teatro Adolpho Melo (São José)
Classificação etária:
 12 anos
Duração: 50min
Gênero: Teatro de Animação

Ficha técnica
Direção de encenação, dramaturgia e concepção estética:
Paulo Balardim
Assessoria para efeitos especiais de ilusionismo: Eric Chartiot
Direção musical e composição de trilha original: Nico Nicolaiewsky
Elenco: Carolina Garcia, Alice Ribeiro e Rita Spier
Construção de bonecos, silhuetas de sombra e cenotécnica: Cia. Caixa do Elefante Teatro de Bonecos
Figurinos: Margarida Rache, Rita Spier
Iluminação: Bathista Freire e Daniel Fetter
Produção de Vídeos: Beterraba Filmes
Manipulação de Imagens em Vídeo:
Zé Derli
Técnico e operador de Som:  Gabriel Lagoas
Operador de luz: Daniel Fetter
Assistente de pesquisa em tecelagem: Patrícia Preiss
Assistente de produção: Gabriela Mallmann e  Luana Marques
Coordenação de Produção:
Carolina Garcia

Garanta seu lugar nesse cortejo

22, agosto, 2011

A experimentação toma espaço nas ruas de Florianópolis através da Oficina Montagem Abre-Alas (LUME TEATRO – Campinas/SP), que encerra o Festival desse ano no dia 30 de setembro, como mostramos aqui. Mas é importante se planejar. As inscrições para a  oficina encerram no dia 18 de setembro, ou quando esgotarem as vagas (50 vagas mais 20 convidados).

Na véspera da saída do cortejo é necessário que os participantes tenham disponibilidade para trabalhar por seis horas, para a realização de ensaios gerais. No dia do cortejo pede-se que os participantes estejam disponíveis o dia todo, para os últimos acertos.

Foto: Pedro Silveira/divulgação

As inscrições para as oficinas devem ser solicitadas através do e-mail teatrosescprainha@sesc-sc.com.br, informando: nome da oficina desejada, nome completo, idade e telefones de contato. A confirmação virá também por e-mail.

Duração: 6 dias (5 dias de oficina e 1 dia de apresentação do Cortejo)
Carga horária: 28h(aprox.4h/ dia)
Público-alvo: artistas, incluindo atores, bailarinos, músicos, artistas circenses, praticantes de parkour, etc.
Percurso do Cortejo: Sesc Florianópolis/Praça XV/Felipe Schmidt/Largo da Alfândega
Data do Cortejo: 30/09
Obs.: os que souberem andar de perna de pau, monociclo, patins ou skate, podem levar esses aparelhos, assim como quem toca algum instrumento.

Entrar para sair de cena

22, agosto, 2011

Num camarim, ela se prepara. Beatriz vivencia seus últimos momentos enquanto atriz. É chegada a hora de “praticar pela vez derradeira a arte de deixar algum lugar sem ter para onde ir”. A vida dedicada à arte. O imenso silêncio do palco que espera para o último encontro, para a última luta. O desespero de partir, a vontade de ficar, o prazer, a dor, amar.

Esses são os confrontos-fronteiras de Beatriz, monólogo dirigido pela estudante Ana Paula Beling, da UDESC. O trabalho é o resultado de uma disciplina de direção lecionada por Vera Collaço. Beatriz é vivida pela atriz Margarida Baird. Cantando sua própria história, ela brinca com o tempo ao viajar entre o passado de glórias, o presente de ruptura e o futuro incerto.

Personagem e atriz se entrelaçam, estabelecem uma fina fronteira entre a ficção e a realidade. A metateatralidade é evidenciada na relação com todos os elementos que compõem o espetáculo: dramaturgia, cenografia, músicos e espectadores.

Em Beatriz, encerram-se outras tantas mulheres que compõem a vasta obra de Chico Buarque de Hollanda e que são o mote para a composição das cenas.

Data: 20 de setembro
Horário: 18h
Local: 
Teatro Sesc Prainha Florianópolis
Classificação etária:
 12 anos

Ficha técnica
Direção: Ana Paula Beling
Atriz: Margarida Baird
Músicos: Carol Miranda, Larissa Galvão e Pedro Loch
Direção musical: Renata Swoboda
Apoio Coreográfico: Diego di Medeiros
Cenografia: Ana Clara Joly
Figurino: Juliana Paiva
Dramaturgia e iluminação: Mário César

Abram alas para a experimentação na rua

19, agosto, 2011

O Festival Palco Giratório também é espaço de experimentação e descobertas. Como causar impacto cênico na rua? Quais as possibilidades de relação ator/público na rua?

Aprofundando a pesquisa do grupo LUME (Campinas/SP) sobre a Teatralização de Espaços Não-Convencionais, o grupo traz uma oficina que resulta em um espetáculo de rua, chamado Cortejo Abre-Alas, que vai encerrar o Festival 2011.

A oficina-montagem surgiu do desejo de dividir o trabalho de rua desenvolvido pelo LUME com um grande número de artistas e público. Ela resulta em um cortejo que toma avenidas, parques e praças, interferindo no tráfego de carros e de gente, propondo uma nova forma de enxergar e interagir com a cidade. Aos poucos, as pessoas abrem as janelas – dos carros, das casas e dos olhos – e se permitem integrar a este carnaval fora de época.

Com duração de cinco dias, a oficina reúne dezenas de artistas de várias áreas, e se concentra na transmissão da metodologia de treinamento físico e vocal do LUME para a atuação em espaços abertos. O grupo transmite seus métodos de treinamento físico e vocal para atores, o como fazer, modos de coleta de material para a cena e suas técnicas. Ao ocupar as ruas o cortejo chama o público para fazer parte dessa manifestação democrática da arte, onde comunidade e artistas trocam suas experiências por meio de canções, danças e brincadeiras.

Quer seguir esse cortejo?!

Vagas pra oficina: 50 vagas para inscrições
Duração: 6 dias (5 dias de oficina e 1 dia de apresentação do Cortejo)
Carga horária: 28h(aprox.4h/ dia)
Público-alvo: artistas, incluindo atores, bailarinos, músicos, artistas circenses, praticantes de parkour, etc.
Percurso do Cortejo: Praça XV, Rua Felipe Schmidt, desce na Esquina Democrática (esquina com a Deodoro), passa em frente ao mercado público e segue para o Largo da Alfândega.
Data do Cortejo: 30/09, saída às 16h
Obs.: os que souberem andar de perna de pau, monociclo, patins ou skate, podem levar esses aparelhos, assim como quem toca algum instrumento.

Ficha Técnica
Coordenação artística: Ricardo Puccetti
Oficina e apresentação: atores do LUME Teatro
Coordenação de produção: Cynthia Margareth
Produção executiva: Cauê Gouveia

Obs.: As inscrições para as oficinas devem ser solicitadas através do e-mail teatrosescprainha@sesc-sc.com.br, informando: nome da oficina desejada, nome completo, idade e telefones de contato. A confirmação virá também por e-mail.